sábado, 9 de maio de 2009

Meu amor quem fez! =)

Namorada aqui *-*
Amorzinho,
Primeiramente queria parabenizar pelos nossos três de muitos meses de namoro, meu amor. Vim aqui pra te relembrar o quanto você representa na minha simples vidinha.
Outro dia - como todos os dias – eu estava pensando na gente e me sinto realizada por saber que eu tenho você, como amigo, como namorado, como uma base a qual eu posso sempre recorrer, então vejo o quão essencial você é na minha vida.
Não sei como, mas apesar de pouco tempo juntos você conseguiu tamanha importância a ponto de me fazer querer estar ao seu lado todo tempo possível, a ponto de me fazer sentir um aperto forte no peito quando esta longe, a ponto de me fazer sentir a sua falta como sinto fome. rs
Às vezes me lembro das vezes que você me disse que queria me fazer a mulher mais feliz do mundo. Ah, bobinho, nem sabe que já faz, e como faz.
A cada dia que passa, tenho mais certeza de que é você quem eu quero na minha vida, pois nosso amor não vem meramente da boca, mas de um lugar muito além, do coração.
Obrigada por me fazer tão feliz.
Você é único e é pra sempre.
Eu te amo muito e cada vez mais e mais e mais ...

sexta-feira, 20 de março de 2009

O Dia!



O dia, ainda claro em minhas lembranças (e à meus ouvidos), era um glorioso 14 de Março de 2009.
E como em todo e qualquer dia glorioso, eu acordei e logo me vi... sem fome. É, isso mesmo, você já deve ter passado por isso. Nervosismo, ansiedade, desespero, são os típicos sentimentos que costumam nos arrancar fora a fome. Pois então, nada de café da manhã.
Me levantei de rosto amassado, esmaguei meus dedos contra os olhos na tentiva de clarear minha visão (e meus pensamentos), e assim, vagoroso - não leia-se: calmo/tranquilo - fui andando rumo ao primeiro banho do dia. Antes da glória, porém, eu tinha um compromisso nada importante: faculdade. Deveria passar no Centro da Cidade - lugar onde estudo - buscar alguns documentos e participar da apresentação da bateria dos Jogos Jurídicos da UFRJ. Enfim, rumei desanimado para um destino indesejado. Na compania de um amigo (Diego, cursa a mesma faculdade que eu), fui conversando, falando, desabafando, tentando minar de alguma forma minha ansiedade e meu incontrolável (e inconfundível) desejo de estar na Praça da Apoteóse.
Com as intermináveis horas que se arrastavam, meu desejo pela glória aumentava. Fui embora da faculdade como se ali, fosse o único lugar da terra onde eu não gostaria de estar. Cheguei em casa em pleno furor, tomei um banho de poucos minutos e almocei em tempo ainda menor.
Pronto, estava devidamente uniformizado e alimentado para o que viria mais tarde, justamente a temática desta crônica e a "glória" a que tanto me refiro: o show do Maiden. Calça jeans, tênis branco, normal, camisa preta com letras que reluziam perfeitas o nome que tanto permeou meus sonhos por 8 anos: "IRON MAIDEN".
Desci meu prédio amaldiçoando o elevador pela demora, fui à casa do meu irmão (com quem compartilharia mais tarde as emoções do show), Vitor, e de lá pegamos o ônibus 260.
O destino?



Meu sonho.



Largamos na Praça da Apoteóse, que naquele momento já estava repleta de gente cujos sonhos se assemelhavam. Andamos a quilométrica fila que adentrava uma favela próxima do local e lá esperamos... esperamos... e esperamos.
Santa Angústia! O tempo parecia zombar de meus sentidos. Passava lento, vagaroso, quase provocante. Conversava, andava de lá pra cá... e de nada adiantava. Minutos pareciam horas e horas pareciam dias. Aquilo era demais pra mim! Sou ansioso e quem me conhece sabe disso.
Eis que minutos (anos, milênios) depois de longas andanças, de risos nervosos e muita espera, os portões para a pista do show se abriram. Foi um alívio! Me senti leve, capaz de voar. Queria estar lá dentro, sentir a pulsação do local, o ar pesado do Heavy Metal, e a angústia generalizada de fãs que são tão fãs quanto eu.


A pista era relativamente longa, e oferecia um bom espaço para os compradores de noventa e cinco reais (Pista normal - meia entrada). O falatório era geral e permutável, vinha de todas as partes e à todas as partes se perdia. Horas passadas, após longa espera (e muita conversa, tequila e cerveja ;]), sobe ao palco Lauren Harris, filha do Poderoso Chefão (Steve, de sobrenome homônimo). Nada demais, nada de menos. A rockeirinha tem um som pra lá de regular, coisa que dificilmente nos agradaria, os verdadeiros fãs do bom e velho Heavy.

Espera... espera... espera...

E então, tudo se apaga...

As aproximadamente 30 mil pessoas presentes entram em completo estado de transe, furor, frinesi, fúria, alegria, perdição, fantasia... Ah! É inexplicável, meu amigo.
"Doctor Doctor" toca em alto e bom som. É o prelúdio de um sonho...
Vem Transylvania! Vídeos... cores...
Luzes!
Gritaria, euforia!



Churchill's Speech! É agora...

"We Shall Never Surrender!"


BUM! Ali, naquele momento, regido por este último verso, foi o auge da minha realização! O início de algo entorpecente. Me desloquei dali e vivi cada momento como se fosse eterno. Gravei em minhas retinas (e na minha câmera, que no fim foi furtada, mas foda-se) cada um daqueles momentos. Cada grito. Cada canto sublime de um sonho infantil!

"Run, live to fly!"

Como esses versos ecoavam bem. Era um coro, um coro de apaixonados. Era lindo! Mãos para o alto, o prior-gesto do amante da boa música. Dedos em chifre, alegria, gritaria! Cara, como aquilo foi bom!
As músicas que seguiram foram tão boas (senão melhores) que a da abertura: "Aces High".
Cada verso era um amor.
De cada amor, um canto.
De cada canto, uma paixão!
E dessa paixão, um eterno e vívido sonho.

Um muito obrigado ao Iron por ter me proporcionado esse dia! Um muito obrigado também ao meu irmão Vitor, que tanto sonhou ao meu lado com esse momento.
Demorou, mas aconteceu, irmão! \o/
E um "obrigado" especial ao Edson, um novo amigo que fizemos pela música. Aliás, conheci um Edson muito diferente do habitual ali no show. Extrovertido, brigão (O_o), cantor, fã...
xD
Você é dez, cara! =)

Está aí, em poucas (nem tão poucas, para alguns) e "longe de conseguirem expressar com exatidão" palavras, como e o que foi, o que pode ser considerado um dos melhores dias da minha vida.

Tesouro de uns, lixo de outros. Já diriam...
Um grande abraço!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Luiz


Não acreditei muito de início quando meu pai me ligou para dar a notícia: meu avô não estava mais entre nós.Enfim, no momento que ouvi tais palavras, admito que nada senti. Mas não confunda "nada" com ausência, pois meu "nada", a que me refiro, diz respeito à dormência, uma dormência dolorosa, devo dizer (ainda que pareça contraditório).

...


Meu avô, um senhor com seus setenta e poucos anos, tinha um grande coração (e ponha grande nisso) e um jeito todo dele de expressar sentimentos. Algo até raro para alguém que passou pelo que passou e sofreu o que sofreu. Veio com a minha vó pelo suor do Nordeste nos anos 60 e aqui começou não só uma família, mas também uma história.

Orgulhoso como só (marca herdada pelo seu filho e posteriormente, pelo seu neto), quis viver por conta própria pelas bandas de cá. Montou uma padaria com os próprios braços (e alguns amigos) pela altura da Mallet e lá deu início à sua vida financeira.
Em eterna compania de minha avó (Odete), teve seus dois únicos filhos (dos quais viria a se orgulhar muito no futuro): Edson e Cida. E dessa parte do conto, deixo que o passado fale por mim. Felicidades, tristezas, esforço e dificuldades foram marcas na construção dessa família.
E que bela família!

...

Lá eu estava. Parado, olhando para o grande túmulo onde vovô seria deixado. Foi no Jardim da Saudade, muitos dos familiares presentes choravam. Eu inclusive, na tentativa de consolar minha vó e minha dinda, não conseguia me conter. A morte do vovô, como muitas dores, me mostrou que certas vidas precisam ser bem preservadas e mais bem aproveitadas. Embora o vovô tenha vivido como ninguém, admito que não aproveitei o tempo que poderia ao seu lado. Não vou cometer o mesmo erro novamente, e pensar nas vidas da vovó e dos meus pais simplesmente me trucidava o coração!

No Jardim ele foi acolhido por todos e ali ficará eternamente. Apenas corpo, felizmente. Ele agora está em compania de Jesus Cristo, que confortará sua alma e nos aguardará até nosso derradeiro encontro. Vá com Deus meu avô, e com lágrimas nos olhos tento deixar minha última e sincera homenagem ao senhor, que tanto nos fez bem! Me desculpe pelo tempo que não passamos juntos e obrigado pelas lições futuras. Obrigado de verdade mesmo!
O homem que nunca fez mau, que à tudo resistia, foi da forma que desejava: dormindo, em paz, sem que ninguém abrisse seu coração para fazer "essa tal de operação".
Um grande beijo, Luiz Lucas dos Santos, fique na paz do Senhor.

Eu te amo, vovô!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O lápis e a bala


A guerra implodiu! Encouraçado, o soldado entretia-se no árduo ofício da escrita.
As tricheiras, de mortes e tormentos, gozavam de sangues vorazes: vermelhos de ferro e pretos do chumbo assassino.
O soldado, oculto no crepúsculo e levado pela canção das armas, marcha seu lápis no pedaço de papel, permutando sua vida nas letras da solidão, desejoso por palavras e farto de onomatopéias.
Mordia a cabeça emborrachada ao pensar. Derepente ele pára! Ouve! Tiros, agonias, atônitos pelo fim! Mortes!
O soldado abaixa a cabeça, disfarçando-a entre as pernas, larga seu lápis - a "esperança" - cobre os ouvidos com as mãos (agora inaptas à produção do belo), e pensa...
Pensa nas vidas perdidas, nos braços ocultos, na força do abismo... a bandeira...
O soldado ergue a cabeça. Na trincheira, tomada pelo nada e afogada pelo fim; um homem delibera-se da luz, pega seu lápis e no pedaço de papel escreve sua última palavra diante do inevitável.
A palavra, gasta pelo carbono, porém, eterna pelas lágrimas de um mortal, ecoa no silêncio da morte, dando à paz, uma nova esperança.